Hipertensão gestacional: distingue-se da pré-eclâmpsia pela ausência de proteinúria (presença de proteínas na urina).

Cerca de 50% das pacientes com hipertensão gestacional desenvolverão pré-eclâmpsia. Desse modo, o monitoramento rigoroso deve ser garantido.

A pré-eclâmpsia desenvolve-se em aproximadamente 25% dos pacientes com hipertensão crônica.

A pré-eclâmpsia tende a ocorrer mais comumente em PRIMÍPARAS, com gestação GEMELARES, sendo que essas mulheres não desenvolvem hipertensão até a segunda fase da gravidez.

Hipertensão crônica:

HAS (PA> ou = 140 sistólica ou > ou = 90 diastólica), presentes antes da gravidez, ou que é diagnosticado antes da 20ª semana da gestação.

Hipertensão gestacional:

HAS recente (PA > ou = 140 sistólica ou 90 de diastólica) aferidas em ocasiões distintas, SEM proteinúria (presença de proteína na urina), surgindo de novo após a 20ª semana da gestação. A PA normaliza-se em 12 semanas após o parto.

Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão:

PA aumentada acima da linha basal da paciente c/ uma alteração de proteinúria ou evidência de disfunção de órgão terminal (lesão em órgão alvo como rins, coração e fundo de olho.

Pré-eclâmpsia / Eclampsia:

Proteinúria > 0,3 g/24h ou ++ (graduação subjetiva) em amostras de urina, além da HAS recente.

O edema não é mais incluído no diagnóstico devido à precária especificidade (outras doenças podem apresentar).

Quando a proteinúria está ausente, suspeita-se do diagnóstico quando o aumento da PA está associado a:

  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Visão embotada
  • Dor abdominal
  • Plaquetas baixas
  • Enzimas hepáticas (do fígado)

Fundamental um bom acompanhamento pré-natal com o obstetra em conjunto com o cardiologista, se possível.


0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open chat
Precisa de ajuda?