Introdução:

Reabilitação Cardiopulmonar Metabólica (RCPM pela OMS), uma integração de interseções, ações não farmacológicas para assegurar melhor condição física, psicológica e social para o paciente com doença cardiovascular, pulmonar ou metabólica.

Estudos demonstram que a RCPM é tão ou mais eficiente que muitos medicamentos.

A RCPM atua na melhora da capacidade cardíaca, pulmonar e musculoesquelética, melhor controle da hipertensão arterial, dislipidemia, glicemia, peso, imunidade, saúde mental e no sono. Em consequência, tem uma diminuição da morbimortalidade por doenças cardiovasculares.

Existem baixíssimas contraindicações para RCPM, algumas pontuais e bem estabelecidas, eliminadas com os devidos cuidados e individualizando o tratamento para diferentes condições físicas.

Indicações:

# Doenças Cardiovasculares – coronariopatia, insuficiência cardíaca, HAS, doenças arteriais periféricas.

# Doenças Pulmonares – DPOC, pós-infecções graves (tuberculose, pneumonias graves, COVID-19) ou pós-operatórios.

# Doenças Metabólicas – diabetes melito, dislipidemias, síndrome metabólica, obesidade.

# Doenças Psicossomáticas – depressão, ansiedade, estresse.

Em algumas patologias, temos evidências importantes do impacto da RCPM.

Coronariopatias: tornou-se inquestionável diante dos estudos a alto grau de recomendação e evidência cientifica, tendo grande efetividade e significante diminuição dos custos com tratamento no Brasil e no mundo.

O último grande estudo publicado recentemente reforçando essa prática foi o ISCHIMIA, que revirou as condutas atuais nos coronariopatas.

Insuficiência Cardíaca: é o que faz mais efetiva a RCPM, com bons resultados, até em pacientes com indicação de transplante cardíaco, melhorando o pré e pós-operatório.

Age melhorando a capacidade funcional, resistência ao exercício, otimizando medicações, postergando cirurgias, diminuindo internações e, consequentemente, o custo da doença. Tendo grande relevância na autoestima e confiança do paciente.

Pneumopatias: diminuição significativa das internações, aumento da qualidade de vida dos pacientes com ganhos na capacidade funcional pulmonar.

Hipertensão: comprovadamente tem-se diminuição da pressão arterial sistólica, diminuindo casos de AVC.

Doenças Vasculares Periféricas: aumento do fluxo do sangue e do óxido nítrico vascular, promovendo vasodilatação e melhor tolerância ao esforço.

Temos 4 fases da RCPM.

FASE I: ainda na internação.

– Exercícios de baixa intensidade.
– Diminui o estresse e ansiedade do paciente.
– Abrevia a internação, melhora a condição física, melhora a condição psicológica e oferece orientações para mudanças no estilo de vida (M.E.V.).

FASE II: extra-hospitalar com duração de 3-6 meses (ou mais).

– Em ambiente próprio para os exercícios (academia, estúdio, clube etc.), com equipe de RCPM (médico, fisioterapeuta, personal, enfermeiro, nutrólogo e psicólogo).
– Sessões supervisionadas, individualizadas, respeitando sempre a intensidade, duração, frequência, modalidade e progressão de cada paciente.
– Sempre será checada a pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação O2, no pré e pós-exercício.
– O objetivo é um retorno mais breve às atividades sociais e laborais, físicos e emocionais possíveis.

FASE III: duração 6-24 meses. Usando as mesmas estruturas anteriores.

– Aprimorar a condição física, promoção de bem-estar (M.E.V.), orientação para cessar tabagismo e melhora alimentar.

FASE IV: tempo de duração indefinido. Sem obrigação de supervisão.

– Aqui já se tem uma avaliação médica com exames específicos (TE, TCP e ecocardiograma).
– Aumento e manutenção da aptidão física. Aumento da carga, periodicidade, frequência e tempo).


0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open chat
Precisa de ajuda?